O Segredo do Alho no Tratamento da Candidíase Vulvovaginal

O Segredo do Alho no Tratamento da Candidíase Vulvovaginal

Alho, um Segredo Ancentral.

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Hoje vamos relembrar conhecimentos ancestrais. Aquela dica de vó que a gente acaba deixando de lado, não é mesmo? Rsrs.

Devido a isso quero lembrar a vocês que as plantas medicinais vêm sendo utilizadas para curar doenças desde os tempos mais remotos, principalmente no Brasil, país que apresenta grande biodiversidade e diversidade étnica e cultural, onde as plantas medicinais ganham destaque, inclusive com duas políticas nacionais, a saber a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS) que foi elaborada em 2006 e atualizada em 2016, com o objetivo de oferecer à população serviços e produtos relacionados não somente a fitoterapia, mas outras práticas, como acupuntura, homeopatia e termalismo social. Pois bem, estudando alguns artigos observei o uso do alho como auxiliador no tratamento de uma doença que afeta muitas mulheres, isso mesmo, a famigerada candidíase.

No decorrer deste artigo vou lhe informar o que é esta doença, o que ela causa na vida das mulheres acometidas e também como o uso o alho pode ser um grande aliado durante do tratamento. Venha comigo que vou te explicar direitinho.

Vulvovaginite e vaginose, o que são?

Uma das causas que levam muitas mulheres ao ginecologista é a vulvovaginite e a vaginose. Elas representam as causas mais comuns de corrimento vaginal patológico. Configuram-se como afecções do epitélio estratificado da vulva e/ou vagina, cujos agentes causadores mais frequentes são bactérias anaeróbicas, em especial Gardnerella vaginalis, o protozoário Trichomonas vaginalis e fungos, principalmente Candida albicans.

O que é a Candidíase?

Candidíase é uma micose oportunista causada por leveduras do gênero Candida, que apresenta variadas manifestações clínicas, podendo causar desde uma infecção localizada de mucosas até uma doença disseminada potencialmente fatal. Pode acometer vários locais do corpo, e é causada pelo crescimento excessivo da levedura, sendo a Candida albicans a espécie mais comum, estando presente em 60% dos isolados clínicos, além de outras espécies como C. parapsilosis, C. tropicalis, C. krusei, entre outras.

A Candida albicans vive normalmente no corpo sem causar danos, mas, quando ocorre variação de temperatura e pH, aumenta sua população e passa a ser danosa. Cerca de 20 a 80% da população adulta saudável possui espécies de Candida no trato gastrointestinal, e em mulheres, cerca de 20 a 30% apresentam colonização vaginal por esse grupo de leveduras.

A candidíase vulvovaginal é uma das doenças fúngicas mais frequentes entre as mulheres. Estima-se que três quartos da população feminina mundial manifeste a doença em alguma ocasião de suas vidas, e em muitas delas, a doença é recorrente.

Devido à recorrência doença muitas dessas mulheres acabam tendo sua vida sexual e sua autoestima afetada. Esse é o grande problema, pois muitas recorrem ao uso por conta própria da medicação causando a resistência fúngica. Estudos também mostram que algumas espécies de Candida desenvolveram um biofilme que impedem o efeito adequando das medicações. Nesse cenário, uma das alternativas tem sido os antifúngicos naturais, tais quais sintetizados de extratos vegetais, como uma alternativa a essa resistência.

 

O Alho (Allium sativum) como Antifúngico Natural

 

O alho é uma planta originaria da Ásia, que possui um bulbo (cabeça) e subdivisões chamadas de bulbilhos (dentes). É composto por fibras, vitaminas, minerais, substâncias bioativas, ácidos graxos, probióticos e simbióticos. O Alho possui ação antibacteriana, antifúngica, antiviral, antiprotozoário, sendo considerado, portanto, um alimento funcional. Possui grande importância imunológica e suas propriedades anticancerígenas possibilita inúmeras discussões a serem comprovadas.

 

O princípio ativo do alho denominado de alicina possui ações antivirais, antifúngicas, antibióticas e antioxidante. Além disso, compostos sulfurados presentes no alho possuem também finalidade hipotensora, hipoglicemiante, hipocolesterolêmica e antiagregante plaquetária.

 

O componente ativo do alho com atividade antifúngica é o ajoene, formado a partir da alicina e da enzima alinase. Embora as propriedades antifúngicas do ajoene estejam bem documentadas, os mecanismos exatos de atuação sobre a célula fúngica não são claros, supõe-se que esse composto interfira na parede celular da levedura, alterando sua função e rompendo o biofilme criado pelo fungo, auxiliando assim o eficacia dos medicamentos.

 

Logo, o uso do alho pode ser visto como uma alternativa natural viável para o controle dessas infecções, a exemplo da Candidíase vulvovaginal, principalmente considerando a resistência dos microrganismos ao uso de antifúngicos, problema latente em todo o mundo atualmente. Vários estudos já foram realizados e demonstraram a eficácia do alho no combate e profilaxia de infecções fúngicas.

Aplicação Terapêutica do Alho na Prática Integrativa

O alho pode ser considerado como primeira escolha na ginecologia natural por combater a candidíase em poucos dias. A ingestão do alho como fitoterápico pode se dar por meio de cápsulas, chás ou pode ser usado ainda na forma intravaginal que é o uso mais indicado, sendo denominado por seus utilizadores como “OB de alho”, por fazer lembrar o método de uso do absorvente interno.

Lembrando que o alho também pode ser consumido em natura, 1 dente por dia, porém precisa ser esmagado ou mastigado para a liberação da alicina. Caso não consiga a ingestão em natura o ideal são o uso das cápsulas de alho.

Obs:. O consumo do alho não exclui o tratamento convencional, então antes de iniciar qualquer tratamento seja natural ou alopático, converse antes com seu médico de confiança.

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Referências Bibliográficas

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